Medidas assecuratórias contra as pessoas jurídicas e compliance: uma aproximação a partir da Lei 15.358/2026 (Lei Antifacção)

Autores

  • Luis Felipe Muniz Melo
  • Gustavo Aurélio Seára Niella
  • Harrison Ferreira Leite

Palavras-chave:

Medidas assecuratórias, Pessoas jurídicas, Lei 15.358/2026, Pena antecipada, Compliance

Resumo

O artigo analisa as inovações e os riscos das medidas assecuratórias patrimoniais impostas às pessoas jurídicas pela Lei Antifacção (Lei 15.358/2026), a exemplo da possibilidade de nomeação de interventor judicial com experiência em compliance. Embora represente um avanço regulatório, o diploma consagra um expansionismo penal econômico alarmante. Ao permitir constrições severas de ofício e alargar o perdimento civil de bens desvinculado de condenações criminais, a lei fragiliza o sistema acusatório e o princípio da presunção de inocência. O estudo alerta que medidas assecuratórias embora formalmente cautelares, operam, materialmente, como penas antecipadas irreversíveis, transmudando a persecução criminal em uma política estatal arrecadatória e de asfixia econômica empresarial.

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Publicado

2026-08-31

Como Citar

Felipe Muniz Melo, L., Aurélio Seára Niella, G., & Ferreira Leite, H. (2026). Medidas assecuratórias contra as pessoas jurídicas e compliance: uma aproximação a partir da Lei 15.358/2026 (Lei Antifacção). Revista Científica Do CPJM, 5(18), 132–147. Recuperado de https://rcpjm.emnuvens.com.br/revista/article/view/455