O Tribunal do Júri e os vieses cognitivos: a influência de fatores emocionais na decisão dos jurados

Autores/as

  • Alanis Louise Da Silva Freitas Colman

Palabras clave:

Tribunal do Júri, Vieses cognitivos, Emoções, Psicologia Jurídica, Imparcialidade

Resumen

Este artigo analisa os limites e desafios do Tribunal do Júri brasileiro, destacando como vieses cognitivos e fatores emocionais influenciam a formação da convicção dos jurados. A íntima convicção, característica central do sistema, permite decisões sem fundamentação, o que dificulta verificar se o veredicto se baseou nas provas ou em preconceitos e emoções indevidas. Fotografias, depoimentos emocionados, repercussão midiática e julgamentos paralelos promovidos pela imprensa revelam a vulnerabilidade dos jurados diante de pressões externas. O estudo demonstra que tais influências não enfraquecem o Júri, mas evidenciam a necessidade de aprimoramento do modelo. A Psicologia Jurídica oferece contribuições relevantes, como capacitação prévia dos jurados, orientações sobre vieses cognitivos, controle da exposição midiática e aperfeiçoamento dos quesitos. Conclui-se que o fortalecimento do Tribunal do Júri passa pelo reconhecimento das limitações humanas e pela incorporação de instrumentos que assegurem maior imparcialidade, em consonância com os princípios constitucionais do processo penal.

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Publicado

2026-08-31

Cómo citar

Louise Da Silva Freitas Colman, A. (2026). O Tribunal do Júri e os vieses cognitivos: a influência de fatores emocionais na decisão dos jurados. Revista Científica Do CPJM, 5(18), 241–257. Recuperado a partir de https://rcpjm.emnuvens.com.br/revista/article/view/460